"Ó meu castelo, minha Saxe,meu bosque de salgueiros.As tardes, as manhãs,os dias..." Rimbaud
terça-feira, dezembro 12, 2006
o poder
o poder ainda é um afrodisíaco , o perfume, por exemplo não, a bondade também não.o comum é admirar-se quem tem poder, não importa como o conseguiu.refiro-me aos homens da corte e às novas mulheres da corte.os de sucesso.quero dizer: todos aqueles com secretárias particulares e pessoas a mando. a questão está em saber porque constitui o poder um objecto de desejo por si, talvez porque desejamos todos, lá no fundo e a medo alguns, ter poder.maybe. ter poder sobre alguém que o tem sobre os outros resulta como troféu conseguido e não há nada de desprezível em coleccionar troféus na vitrine como os caçadores e os desportistas, as taças, mas enquanto os primeiros me horrorizam, os segundos são motivo de admiração, não pelos troféus mas pelo seu significado, quer isto dizer que foram melhores, venceram os obstáculos e assim. mas não é o poder do vencedor que é afrodisíaco por si, porque este resulta de luta honesta, o poder afrodisíaco é mais o de um tipo com poder tácito sobre os outros, poder obscuro mas consentido que advém da manipulação, como se esta escondesse um secreto desígnio que nós comuns mortais não alcançamos mas ao qual devemos obedecer por uma também secreta consciência da nossa fraqueza e, sendo assim, a igualdade é mesmo um raio de uma utopia, ou então funciona ao invés do desejo, como se desejássemos o que não compreendemos ou o que de algum modo nos parece superior.
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O seu texto fez-me lembrar algo que um velho pedagogo dizia quando alguém reclamava do egoismo, da competição e da ansia de poder com que vivem as pessoas... dizia simplesmente,ninguém ensina as crianças, a servir mas a serem servidas, a querer mas a ter... Gostei do seu blog.
...a tão matinais horas da manhã não podia deixar passar em claro estas palavras sobre o odor do poder e da utopia.
É verdade que sim. O poder consegue-se, até pelos meios mais desprezíveis que até cheira mal à distância; a utopia da igualdade, tem o odor do amor impossível...
Engraçado... mas essa coisa do poder de atração do poder dá-me um bocado volta ao estômago. Talvez seja mesmo verdade. Talvez. Talvez até tenha de concordar de cada vez que olho em redor e páro os olhos num qualquer jogo de sedução. Talvez. Mas, lá está, o odor e o ambiente do poder... também podem actuar como energia de repulsa, ou não? sei lá, digo eu, ainda que compreenda esta ideia de partida, os jogos de relação chateiam-me um bocado... o que, por outro lado, não pode ser tomado como absoluto pois, como toda a gente (então), às vezes, sabem bem esses desvios e contornos e retornos e voltas e regressos e partidas da sedução que se joga. onde cabe aí o poder? serão os detentores de maior "odor" de poder os mais astutos sedutores ou os mais preferencialmente alvos de sedução? Talvez... não sei. Mas acho que logo mais tarde vou colocar-me em campo e analisar "o fenómeno"!! ;)
maria:verifico que sim, os senhores com odor, que não é apenas vago cheiro mas circunstãncia ostensiva, parecem-me ser os maiores alvos de desejo! Também não sou dada a esses encantamentos!
O poder resulta, na maior parte dos casos, de um processo em que a sedução – leia-se a capacidade de seduzir – é um dos mais importantes ingredientes e em que o próprio poder seduz quem o busca e provoca seduzidos perante quem o alcança. A sedução do poderoso pode manifestar-se de muitas formas, até por uma aparente ausência absoluta da capacidade de seduzir, que é a mais poderosa arma de sedução. No entanto, nos jogos de poder e de sedução, raramente há lobos e cordeirinhos. Todos os intervenientes sabem muito bem as regras do jogo. O sedutor e o seduzido são livres. O que é necessário é que o poderoso saiba que o seu poder é a causa, parte e fruto da sua sedução e que o seduzido tenha consciência que “não há almoços de borla” e que o sedutor, que até pode ser generoso, não deixa de ser implacável.
bom, esta reflexão faz-me pensar que o jogo de sedução é consentido e desejado, nem sempre assim acontece, por vezes o que é seduzido fica mal. bem vindo!
9 Comments:
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O seu texto fez-me lembrar algo que um velho pedagogo dizia quando alguém reclamava do egoismo, da competição e da ansia de poder com que vivem as pessoas... dizia simplesmente,ninguém ensina as crianças, a servir mas a serem servidas, a querer mas a ter...
Gostei do seu blog.
Cumprimentos
presença: pois, os velhos caminhos do ter e do haver.Obrigada.
...a tão matinais horas da manhã não podia deixar passar em claro estas palavras sobre o odor do poder e da utopia.
É verdade que sim. O poder consegue-se, até pelos meios mais desprezíveis que até cheira mal à distância; a utopia da igualdade, tem o odor do amor impossível...
legível: também madrugador? bom dia. odores e utopias, pois gosto do tema!
Engraçado... mas essa coisa do poder de atração do poder dá-me um bocado volta ao estômago. Talvez seja mesmo verdade. Talvez. Talvez até tenha de concordar de cada vez que olho em redor e páro os olhos num qualquer jogo de sedução. Talvez. Mas, lá está, o odor e o ambiente do poder... também podem actuar como energia de repulsa, ou não? sei lá, digo eu, ainda que compreenda esta ideia de partida, os jogos de relação chateiam-me um bocado... o que, por outro lado, não pode ser tomado como absoluto pois, como toda a gente (então), às vezes, sabem bem esses desvios e contornos e retornos e voltas e regressos e partidas da sedução que se joga. onde cabe aí o poder? serão os detentores de maior "odor" de poder os mais astutos sedutores ou os mais preferencialmente alvos de sedução? Talvez... não sei.
Mas acho que logo mais tarde vou colocar-me em campo e analisar "o fenómeno"!!
;)
maria:verifico que sim, os senhores com odor, que não é apenas vago cheiro mas circunstãncia ostensiva, parecem-me ser os maiores alvos de desejo! Também não sou dada a esses encantamentos!
O poder resulta, na maior parte dos casos, de um processo em que a sedução – leia-se a capacidade de seduzir – é um dos mais importantes ingredientes e em que o próprio poder seduz quem o busca e provoca seduzidos perante quem o alcança.
A sedução do poderoso pode manifestar-se de muitas formas, até por uma aparente ausência absoluta da capacidade de seduzir, que é a mais poderosa arma de sedução.
No entanto, nos jogos de poder e de sedução, raramente há lobos e cordeirinhos. Todos os intervenientes sabem muito bem as regras do jogo. O sedutor e o seduzido são livres.
O que é necessário é que o poderoso saiba que o seu poder é a causa, parte e fruto da sua sedução e que o seduzido tenha consciência que “não há almoços de borla” e que o sedutor, que até pode ser generoso, não deixa de ser implacável.
bom, esta reflexão faz-me pensar que o jogo de sedução é consentido e desejado, nem sempre assim acontece, por vezes o que é seduzido fica mal. bem vindo!
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