
Poderemos identificar esta praia? Pois desafio o pessoal! Vamos ver...que praia é esta?
"Ó meu castelo, minha Saxe,meu bosque de salgueiros.As tardes, as manhãs,os dias..." Rimbaud

No centro comercial as raparigas em hora de trabalho, quando havia mais "sururu" em frente ao televisor da loja de electrodomésticos largavam a correr deixando os clientes a falarem sozinhos. Foi mão? Expulsaram o Deco! Raios partam a Holanda! Bora lá que isto está bom!Bora Simão! Ganhámos! Foi! A parte que gosto mais continua a ser a do Hino Nacional, Heróis do mar e assim, todos com os olhos postos num ponto fixo, olhos enevoados, vieram as lágrimas, imagine-se, por futebol!
Deve ser triste ter olhos e boca e não poder beijar, ter braços e não poder abraçar, ter fala para dizer e nenhuma palavra bastar, ter riso para dar e só silêncio, silêncio. Há histórias , lendas de mulheres e homens perdidos, que se perderam por uma palavra, sendo loucos, não seriam tão loucos ao ponto de considerar que uma vida assim camaleónica e sussurrada , uma vidinha de idiotices sem sombra, mereça, porque se trata de mérito, seja qual for o critério, mereça um homem. Uma vida assim ninguém merece mas são esses, Meu Deus , os que mais a aclamam, vida, vidinha. Sendo o bem mais precioso tudo o mais é contabilidade. Quantos anos tens? 70. Já te resta pouca vidinha. Fora. Nada vales! Os nossos heróis, os da vidinha, serão cada vez mais jovens, 12, 13, porque têm muita vida ainda. Chama-se vida aos anos que faltam, é a vida em potência que conta. Não a vida perdida, mesmo que vivida até ao tutano, mesmo que voraz como a asa do Cupido, mesmo que sagaz como a de Séneca. Desculpe quem falou de soneca? É triste apagar a história e viver o presente numa infinita potência, um devir eternamente presentificado, é como ter olhos...
Meco. Gosto da luz desta praia. Vem-me à cabeça Ulisses, porque não voltou ele vitorioso a Ítaca? Porque se perdeu às voltas pelas ilhas? Porque com um mar assim, nós e os Gregos , mar por todo o lado, com um mar assim só podemos deixar-nos ir, perder-nos não é uma fatalidade é mesmo destino e necessidade. A diferença entre pertencer à terra ou ao mar não existe. Somos aqueles que estejam onde estiverem têm o mar como horizonte.
A bandeira Nacional à janela, o Deco com a bola colada ao pé. Aqui, os arcos e balões e as flores fazem o perfil do chefe/nação, o grande Mussolini, não confundir com mousse de chocolate, para estas novas gerações ,nunca se sabe. Estandartes e patriotismo . Qual a semelhança entre o herói Deco e um professor?